Sementes de bem, não de cevada...

As férias terminaram. O regresso à rotina vai-se fazendo a pouco e pouco. O ritmo volta a ser mais acelerado e deixamos para trás os dias descansados em que não se usa relógio. A confusão na cidade vai-se agravando de dia para dia.

Para muitos de vós, as aulas já começaram, para outros estão prestes a começar. As faculdades voltam a encher-se de vida e de gente.

Ontem à noite, durante a minha caminhada, deparei-me com um cenário algo perturbante. O estádio universitário que conheço, frequentado maioritariamente por desportistas, encontrava-se repleto de outro tipo de frequentadores. Em preparação para um evento que não consegui descobrir. Presuponho que seja algo relacionado com o início das aula. O espaço estava lotado de rulotes e rulotes de venda de cerveja, de casas de banho portáteis. A mim, este cenário fez-me tremer. Como mãe, com os filhos a crescer e a vê-los qualquer dia a pedir para sair para ambientes como este; para mim que terei que equilibrar os sins e os nãos a dizer, para mim que trabalho com jovens e me apercebo das artimanhas que são montadas para não ir para casa na hora combinada e assim não dar a entender o quanto se ingeriu...

Muitos são os jovens que, cada vez mais cedo, frequentam os bares, as festas, que despejam copos a fio, que fazem pré-aquecimento com shot’s de forma a tornar a noite mais barata. Muitos destes jovens não têm Deus como referência, não têm uma família que os regule, que os balize, que coloque regras ou que saiba estabelecer essas regras. Devido às pressões sociais, relacionadas com os amigos dos filhos que já “fazem e acontecem”, os pais são levados a dizer sim quando querem dizer não.

Dizia eu, muitos desses jovens não têm Deus como referência, mas também os há, que sim. Muitos são capazes de fazer parte de grupos de jovens, equipas missionárias, são catequistas nas suas paróquias, e que depois partilham estes mesmos ambientes. E será que isto está errado? Partilhar os ambientes não está errado, mas partilhar alguns comportamentos que vão contra a dignidade da própria pessoa...Provalvemente não será esse o sonho de Deus para eles.

Falo de vós. É importante que cada um de vós, que se sente bem, seguro, aconchegado relativamente à fé que professa, junto do seu grupo cristão, seja capaz de se tornar sementes de bem em ambientes adversos.

Hoje (8 de setembro) a Igreja celebra a natividade da Virgem Santa Maria, esta jovem que foi chamada a ser a Mãe do Salvador, esta jovem que se viu, ao longo da vida, confrontada com tantas adversidades. Foi uma grande missão.

Peço a graça de Deus para que cada um de vós, se ainda agora me estiver a ler, possa colaborar, generosamente, na salvação do mundo, na salvação dos vossos amigos que ainda não conhecem Jesus. Sejam sementes de bem...

Marcações: Família

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