Deus está do nosso lado

«Que mais havemos de dizer? Se Deus está por nós, quem pode estar contra nós? Ele, que nem sequer poupou o seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não havia de nos oferecer tudo juntamente com Ele? Quem irá acusar os eleitos de Deus? Deus é quem nos justifica! Quem irá condená-los?

Jesus Cristo, aquele que morreu, mais, que ressuscitou, que está à direita de Deus é quem intercede por nós. Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? De acordo com o que está escrito: Por causa de ti, estamos expostos à morte o dia inteiro,fomos tratados como ovelhas destinadas ao matadouro.

Mas em tudo isso saímos mais do que vencedores, graças àquele que nos amou. Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem o abismo, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deusque está em Cristo Jesus, Senhor nosso.». (Romanos 8, 31-39)

O que pode levar uma pessoa a deixar a fé e abandonar a Igreja? Muitas vezes encontramos pessoas que nos dizem que vivem a fé à sua maneira. Lembremo-nos que no Novo Testamento a fé é vivida em comunidade e é a fé da Igreja no seu todo que é realçada.

Podíamos fazer uma lista de motivos que podem levar muitos crentes a abandonar a Igreja e a fé. Um deles é a tentação dos bens desta vida e do sucesso. Uma pessoa que viva apenas preocupada com as coisas desta vida não terá tempo para Deus. É a situação daquele que, na Parábola do Semeador (cf. Mt 13, 1-23), ouviu “a palavra do reino” mas os cuidados desta vida e o desejo de riqueza sufocam a Palavra e esta não dá fruto. É o caso da Palavra que caiu entre espinhos (vv.7 e 22).

Um outro motivo são as dificuldades da vida. Há pessoas que aceitaram a fé com alegria e a viveram com muito entusiasmo. Porém, quando os contratempos chegaram, desanimaram e abandonaram a fé. É a situação, referida na mesma Parábola, da pessoa que ouviu a Palavra, mas chegado o tempo da angústia e da perseguição não aguenta. É o caso da Palavra que não tem raízes fundas porque caiu entre pedregais (cf. vv. 5 e 20-21).

Uma das razões porque o apóstolo Paulo escreveu a Carta aos Romanos foi a de fortalecer a fé àqueles irmãos que viviam num ambiente de muitas dificuldades sem saber o que fazer nos momentos de tribulação. Paulo fala mesmo das “aflições do tempo presente” (Rom 8,18).

O capítulo 8 da Carta encontramos um vitorioso hino ao amor de Deus (cf. Rom 8, 31-39). Neste cântico, o apóstolo começa por perguntar “quem acusará os escolhidos (do grego eklektós – eleito, escolhido, termo aparentado à palavra santo) de Deus?” (v. 33). “Quem condenará?” (v. 34). Levados ao julgamento ninguém os acusa, porque o próprio Deus os justifica em Jesus que deu a sua vida por nós.

Depois, Paulo pergunta: “Quem nos separará do amor de Cristo?” A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a pobreza, o perigo, a morte? (v.35). É um rol de problemas que podem levar o crente ao desalento e ao abandono do caminho.

Todos nós sentimos, muitas vezes, que as dificuldades da vida nos submergem e nos levam ao desânimo. É nestas horas, sobretudo, que devemos escutar o cântico do amor de Deus. “Se Deus é por nós, quem será contra nós? (v. 1); “Aquele que nem o seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como é que não nos dará tudo com o seu Filho? (v. 2); “Em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por Aquele que nos amou” (v. 37); e “Nada nem ninguém nos poderá separar do amor de Deus, que está em Jesus Cristo, nosso Senhor” (v. 39).

Neste cântico de vitória é-nos mostrado o amor de Deus para com todos nós, amor revelado em Jesus Cristo. Em todas as horas sabemos que Deus está connosco, e é esta fé que nos leva a enfrentar a vida com confiança e segurança. A confiança de podermos dizer que Deus é nosso Pai: “Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o espírito de adopção de filhos, pelo qual clamamos: Abba, Pai”(vv.14-15).

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